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Doenças que podem ser transmitidas ao bebê na gestação ou no parto

29 jan

Doenças que podem ser transmitidas ao bebê na gestação ou no parto

Muitas mulheres acham que se preocupam demais na gravidez. E o histórico não melhora, afinal, é muito comum que várias dúvidas venham surgindo durante todo o processo.

Principalmente durante o pré-natal, quando começam as maratonas de exames, as gestantes passam a se atentar mais ao seu estado de saúde e ao do bebê. E uma pergunta parece ser constante: quais são as doenças transmitidas da mamãe ao bebê?

Preocupar-se em demasia nunca é bom, mas se informar é uma maneira muito boa para garantir boa saúde a você e a seu filho, até mesmo antes da gestação.

Sendo assim, o Centro Paulista de Parto Natural listou algumas doenças que podem ser transmitidas de mãe para filho e que merecem atenção. Se você tem ciência de possuir alguma delas durante a gestação, converse com seu obstetra!

Sífilis

Transmitida através das relações sexuais ou transfusão de sangue, a sífilis é uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê, e que, na gravidez, é causa de abortamento, óbito fetal e diversas síndromes no bebê, como a hidrocefalia. O tratamento é simples, com antibióticos, por isso a importância do diagnóstico e de um pré-natal bem realizado.

Rubéola

Simples quando adquirida na infância e transmitida através de tosse e espirros, a rubéola é altamente contagiosa. No entanto, se a mamãe adquirir a doença no primeiro trimestre de gravidez, o bebê pode apresentar malformações, que podem resultar em surdez, problemas cardíacos, entre outros. A prevenção é fácil: vacinação.

HIV

Hoje, já sabemos que mamães soropositivas podem gestar bebês sem o vírus HIV. Para isso, é preciso que a carga viral esteja sob controle durante a gravidez e na época do parto. Se for esse o caso, é preciso um acompanhamento bem preciso com seu médico de confiança. E para não haver riscos, proteja-se e faça exames regulares.

Toxoplasmose

Transmitida por alimentos, água e animais contaminados, entre outros, a toxoplasmose pode, muitas vezes, ser assintomática. Por isso, é de extrema importância lavar bem os alimentos e evitar comê-los crus durante a gravidez, já que a doença pode afetar o bebê ainda dentro da barriga. Dependendo da fase em que o feto for infectado, pode causar problemas no cérebro, olhos, fígado e no desenvolvimento fetal.

HPV

Responsável por 70% dos casos de câncer de colo de útero, o HPV é perigoso para o bebê durante o parto, quando pode infectar o recém-nascido. As verrugas podem aparecer nas cordas vocais, boca e nariz do bebê, dificultando sua deglutição e respiração. Em caso de HPV, é essencial o acompanhamento do médico-obstetra.

Hepatites

A hepatite A é transmitida oralmente, e por isso tem a maior possibilidade de ser uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê no momento do parto. O vírus apenas é detectado no leite materno na fase mais aguda da doença. Caso o parto ocorra nessa fase, a criança deve receber imunoglobulina anti-VHA.

O vírus da hepatite B, por sua vez, é transmitido pelo contato com secreções genitais e sangue. O risco de ser uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê é muito baixa. No caso de mães VHB positivas, o bebê deve receber imunoprofilaxia, com a administração da primeira dose da vacina contra hepatite B.

A hepatite C também é transmitida pelo contato com sangue, e leva à inflamação do fígado, mas raramente desperta sintomas. Muitas pessoas acabam descobrindo por causa das campanhas de conscientização. A transmissão de mãe para filho no parto é rara, ocorrendo em apenas 5% dos casos.

Em todos os casos, realizar os exames de rotina do pré-natal e tomar as vacinas indicadas é essencial para proteger mamãe e bebê.

Quais cuidados devo tomar?

Nesse texto, falamos dos cuidados com doenças que podem ser transmitidas de mamãe para filho. No entanto, o cuidado com elas não deve se limitar às gestantes ou a quem tem planos de engravidar no futuro. O cuidado serve a todos.

Procure sempre realizar acompanhamento médico regular e prevenção para esses tipos de doenças, seja ela por meio de atitudes que inibam a contração ou por vacinação.

E se você, futura mamãe, desconfia que possa ser portadora de alguma dessas doenças, não deixe sua visita ao médico para depois! Procurando um especialista o quanto antes, você poderá realizar os tratamentos adequados, avaliar suas opções e evitar sequelas para você e o bebê.

Acredite, dar o primeiro passo é essencial para uma vida saudável e bebês felizes e cheios de saúde!

 

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