COVID-19 na gestação: gravidade, transmissão vertical e aleitamento

Gestantes e puérperas levaram um susto ao serem incluídas no grupo de risco para COVID-19 pelo Ministério da Saúde esse mês. Mas isso não quer dizer que elas sejam mais propensas a contrair o vírus. “A inclusão nesse grupo seria mais no sentido de atenção do que de risco, já que as mulheres durante a gravidez e no pós-parto costumam ter a imunidade um pouco menor do seu estado”, conta Dr. Antonio Julio Sales Barbosa, obstetra e fundador do Centro Paulista de Parto Natural.

Não há, até o momento, nenhuma indicação que demonstre que as gestantes são mais propensas a contrair o Coronavírus. Em contrário, estudo realizado com 43 gestantes, em Nova Iorque, testando COVID-19 positivo, apontou que a grande maioria delas apresentou quadros leves, compatíveis com o de mulheres adultas não grávidas. Das 43 mulheres participantes do levantamento, 86% tiverem quadros leves da infecção, 9,3% quadros moderados e 4,7% quadros críticos, necessitando de internação em UTI.

Esse estudo contou também que, das mulheres admitidas, 32,6% não apresentava nenhum sintoma. As que apresentaram sintomas, como tosse seca (o mais frequente), febre, dor no corpo, falta de ar e dor de cabeça, não tiveram grande piora ou evolução da doença. “Apesar desse ser um estudo pequeno e premilinar, os primeiros resultados corroboram com a versão de que o COVID-19 não seria necessariamente mais grave nas gestantes. Se compararmos esses resultados aos de outras epidemias e pandemias, como Influenza e H1N1, percebemos que, neles, a gestante apresentava um quadro com possibilidade de piora muito maior; na COVID, o prognóstico é bem mais animador”, conta o doutor.

Parto e transmissão vertical

Outro ponto de bastante apreensão para as gestantes seria a necessidade de se submeter a uma cesárea caso testassem positivo para a doença. Mas isso, segundo o fundador do Centro Paulista de Parto Natural, não se apresenta como uma indicação. “Até o momento, não foram constatadas transmissões verticais, nem na gravidez, nem durante o parto. Portanto, caso seja do desejo da gestante, ela pode ter sim seu bebê via parto normal”.

O estudo nova-iorquino também aponta isso. 56% das gestantes incluídas no estudo teria seus bebês por parto natural, 44% via cesárea, com indicação obstétrica. Até a conclusão do estudo, 18 bebês já haviam nascido, nenhum deles com COVID-19 positivo, o que sustenta a hipótese de que não haja a transmissão vertical.

Além de não haver a transmissão vertical, a OMS ainda incentiva o aleitamento materno, que deve ser realizado com cuidados redobrados para evitar contaminação, higienizando rigorosamente as mãos antes de pegar o bebê e usando máscaras”, finaliza o Dr. Antonio Julio.

Dr Antonio Julio responde as principais dúvidas das grávidas sobre o coronavírus

A COVID-19 fez com que toda a população entrasse em estado de alerta. Os cuidados com a higiene devem ser redobrados e o isolamento social cumprido para impeder a disseminação da doença, e, assim, achatar a curva de contágio.

Nesse cenário, o grupo das mulheres grávidas e mamães com filhos em aleitamento materno têm expressado muitas dúvidas e preocupacões. O Coronavírus passa pelo leite? Preciso interromper a amamentação? É seguro amamentar? Para esclarecer as principais dúvidas acerca do assunto, o Dr. Antonio Julio Sales Barbosa, obstetra e fundador do Centro Paulista de Parto Natural, responde, abaixo, os principais questionamentos que tem recebido no consultório. Confira!

1) O COVID-19 durante a gestação pode levar a má-formação?

Dr. Antonio Julio Sales Barbosa: Ainda não há relatos nesse sentido, já que, até o momento, não existe nenhum estudo que indique o vírus como causador de má-formações em bebês. Como o COVID-19 ainda é recente, precisamos de um maior tempo de observação para fazer afirmações nesse sentido.

2) É possível transmitir o Coronavírus de mãe para filho, ainda na gestação ou durante o parto?

Dr. Antonio Julio Sales Barbosa: Até o momento, não foram constatadas transmissões verticais, nem na gravidez, nem durante o parto.

3) Precisarei deixar de amamentar se contrair Coronavírus?

Dr. Antonio Julio Sales Barbosa: A Sociedade Brasileira de Pediatra (SBP), e mesmo a OMS, afirma que a amamentação pode ser realizada normalmente. A atenção fica aos cuidados, pois é necessário cumprir atentamente com as orientações para evitar a transmissão, como higienizar rigorosamente as mãos antes de pegar o bebê e usar máscara.

4) Gestante é grupo de risco? Precisa de cuidado especial?

Dr. Antonio Julio Sales Barbosa: A gestante não foi inserida em grupos de risco, mas deve ter maior cuidado por ter a imunidade mais baixa do que a população em geral. Não existem cuidados especiais para esse grupo – os cuidados são os mesmos amplamente divulgados para toda a população: fique em casa, evite aglomerações e contato com pessoas com suspeita da doença, lave bem as mãos e evite tocar no rosto. Aconselho particularmente as gestantes a seguirem à risca as orientações, não falhar na questão do isolamento social e, se eventualmente precisar ir a algum lugar, ter bastante cuidado e utilizar o álcool gel.

5) Devo comparecer às consultas de pré natal e realizer exames?

Dr. Antonio Julio Sales Barbosa: Para as minhas pacientes, se a gestação estiver no começo e correndo tudo tranquilamente, tenho indicado espaçar as consultas e exames, para garantir o resguardo e isolamento necessário nesse memento. Já aquelas acima de 32 semanas, quando precisamos ter uma vigilência um pouco maior, oriento seguir as consultas normalmente. Vale lembrar que as salas de espera não devem ter aglomerações e deve ser ventilada e higienizada constantemente, para dar as melhores condições à gestante nesse sentido. O mesmo serve para os exames. Quando necessário realizá-los, procurar por horários alternativos.

 

Coronavírus na gravidez

No dia de ontem, 26 de fevereiro de 2020, foi confirmado o primeiro caso de coronavírus no Brasil, o que tornou o país o primeiro a confirmar a infecção na América Latina, e isso ativou alguns gatilhos.

O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, concedeu diversas entrevistas, onde disse que “essa é mais uma gripe que vamos atravessar, investindo em pesquisa, ciência e clareza de informações”. Mandetta frisa também que “a gripe causada pelo vírus H1N1 era mais grave, e acometia mais jovens e gestantes”. Ao que parece, o coronavírus acomete mais idosos.

Após esse primeiro caso brasileiro,  a FEBRASGO – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia emitiu um comunicado com orientações gerais sobre o coronavírus na gravidez, onde é interessante enfatizar os seguintes pontos:

  • como essa é uma doença nova, ainda não há conhecimento específico sobre o assunto para a elaboração de protocolos assistenciais;
  • por conta disso, nesse momento, as orientações serão as mesmas das infecções causadas por outros vírus, como o H1N1;
  • os cuidados são os mesmos já amplamente divulgados: lavar bem as mãos, evitar aglomerações e contato com pessoas febris ou com sinais de infecção respiratória;
  • até o momento, não há informação sobre o potencial do novo vírus causar malformações, então, a amamentação pode ser mantida para quem for diagnosticada com o vírus, lembrando de utilizar máscaras de proteção e higienização das mãos.

Confira, abaixo, o comunicado sobre o coronavírus na gravidez na íntegra:

INFORME FEBRASGO – Novo Coronavírus 2019 em obstetrícia

Sobre os aspectos obstétricos da infecção pelo COVID-19 é necessário considerar que esta é uma doença de aparecimento recente, não havendo conhecimento específico sobre o assunto para a elaboração de protocolos assistenciais. Em decorrência disto, várias orientações derivam da analogia com infecções causadas por outros vírus (CoV-SARS, CoV-MERS e H1N1) e tudo que existir de evidências hoje estará sujeito a modificações a partir da geração de novos conhecimentos. As infecções causadas pelo CoV-SARS  CoV-MERS foram limitadas regionalmente, mas os poucos casos obstétricos observados (publicados), apontam a necessidade imperiosa de suporte avançado de vida para estas gestantes e prognósticos materno e gestacional severamente comprometidos. Todos realçam a importância dos cuidados com a dispersão do vírus12,13,14.  Por sua vez, a infecção pelo H1N1em gestantes tem vasto suporte na literatura decorrente de sua gravidade e de sua elevada prevalência em todo o planeta.  Até o momento, o cuidado pré-natal e obstétrico projetado para a eventualidade de termos casos de COVID-19 no país será baseado no conhecimento referente ao H1N1, claro considerando sua diferenças.

Para o atendimento pré-natal de gestantes sem risco epidemiológico ou clínico para a infecção pelo COVID-19 os cuidados serão aqueles usuais com a higienização das mãos. No entanto, para o atendimento de gestante classificada como “caso suspeito” ela deverá utilizar máscara de proteção e o profissional deverá utilizar máscara, luvas, óculos e avental. Dentro das orientações dos planos de contenção da infecção nos hospitais estes casos deverão ser hospitalizados até a definição diagnóstica, que será baseada na reação de RT-PCR no material obtido por swab (nasal, orofaringe) ou lavado nasal, traqueal ou bronco-alveolar. Importante lembrar que nestes casos a pesquisa diagnóstica deve considerar o H1N1como um dos principais diagnósticos diferenciais, ao lado das pneumonias bacterianas típicas e atípicas10.

Mulheres grávidas com suspeita ou confirmação de infecção pelo COVID-19 devem ser tratadas com terapias de suporte, de acordo com o grau de comprometimento sistêmico. Lembra-se da inexistência de terapia antiviral específica ou de imunoterapia passiva ou ativa. Segundo orientações da WHO como as manifestações clínicas da infecção pelo COVID-19 são parecidas tanto com a pneumonia causada pelo H1N1 quanto por bactérias atípicas, em alguns casos a opção pelo tratamento empírico destas afecções torna-se necessário, pelo menos até que o diagnóstico diferencial seja possível e seguro10.

Como orientação adicional às gestantes evoca-se as orientações que já são oferecidas habitualmente para profilaxia da infecção pelo H1N1, em uma “intensidade” que não cause preocupação infundada, mas assertiva o suficiente para ser incorporada pela gestante. Dentre estas orientações salienta-se evitar aglomerações, contato com pessoas febris e contato com pessoas apresentando manifestações de infecção respiratória. Considerar que a higienização das mãos, evitar contato das mãos com boca, nariz ou olhos são as medidas mais efetivas contra a disseminação destas duas infecções. Sabe-se que são as informações são importantes e falam de estratégias simples, mas difíceis de serem efetivadas na prática.

Até o momento não há nenhuma informação sobre o potencial do COVID-19 para causar algum tipo de malformações. Com o tempo será possível assumir informações deste tipo com segurança. Por sua vez, a amamentação pode ser mantida para puérperas infectadas por este vírus. Orientação divulgada pela WHO sugere que puérperas em bom estado geral deveriam manter a amamentação utilizando máscaras de proteção e higienização prévia das mãos. Na tradução básica desta orientação a justificativa foi que “Considerando os benefícios da amamentação e o papel insignificante do leite materno na transmissão de outros vírus respiratórios, a puérpera pode amamentar desde que as condições clínicas o permitam”10.

Doenças que podem ser transmitidas ao bebê na gestação ou no parto

Muitas mulheres acham que se preocupam demais na gravidez. E o histórico não melhora, afinal, é muito comum que várias dúvidas venham surgindo durante todo o processo.

Principalmente durante o pré-natal, quando começam as maratonas de exames, as gestantes passam a se atentar mais ao seu estado de saúde e ao do bebê. E uma pergunta parece ser constante: quais são as doenças transmitidas da mamãe ao bebê?

Preocupar-se em demasia nunca é bom, mas se informar é uma maneira muito boa para garantir boa saúde a você e a seu filho, até mesmo antes da gestação.

Sendo assim, o Centro Paulista de Parto Natural listou algumas doenças que podem ser transmitidas de mãe para filho e que merecem atenção. Se você tem ciência de possuir alguma delas durante a gestação, converse com seu obstetra!

Sífilis

Transmitida através das relações sexuais ou transfusão de sangue, a sífilis é uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê, e que, na gravidez, é causa de abortamento, óbito fetal e diversas síndromes no bebê, como a hidrocefalia. O tratamento é simples, com antibióticos, por isso a importância do diagnóstico e de um pré-natal bem realizado.

Rubéola

Simples quando adquirida na infância e transmitida através de tosse e espirros, a rubéola é altamente contagiosa. No entanto, se a mamãe adquirir a doença no primeiro trimestre de gravidez, o bebê pode apresentar malformações, que podem resultar em surdez, problemas cardíacos, entre outros. A prevenção é fácil: vacinação.

HIV

Hoje, já sabemos que mamães soropositivas podem gestar bebês sem o vírus HIV. Para isso, é preciso que a carga viral esteja sob controle durante a gravidez e na época do parto. Se for esse o caso, é preciso um acompanhamento bem preciso com seu médico de confiança. E para não haver riscos, proteja-se e faça exames regulares.

Toxoplasmose

Transmitida por alimentos, água e animais contaminados, entre outros, a toxoplasmose pode, muitas vezes, ser assintomática. Por isso, é de extrema importância lavar bem os alimentos e evitar comê-los crus durante a gravidez, já que a doença pode afetar o bebê ainda dentro da barriga. Dependendo da fase em que o feto for infectado, pode causar problemas no cérebro, olhos, fígado e no desenvolvimento fetal.

HPV

Responsável por 70% dos casos de câncer de colo de útero, o HPV é perigoso para o bebê durante o parto, quando pode infectar o recém-nascido. As verrugas podem aparecer nas cordas vocais, boca e nariz do bebê, dificultando sua deglutição e respiração. Em caso de HPV, é essencial o acompanhamento do médico-obstetra.

Hepatites

A hepatite A é transmitida oralmente, e por isso tem a maior possibilidade de ser uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê no momento do parto. O vírus apenas é detectado no leite materno na fase mais aguda da doença. Caso o parto ocorra nessa fase, a criança deve receber imunoglobulina anti-VHA.

O vírus da hepatite B, por sua vez, é transmitido pelo contato com secreções genitais e sangue. O risco de ser uma das doenças transmitidas da mamãe ao bebê é muito baixa. No caso de mães VHB positivas, o bebê deve receber imunoprofilaxia, com a administração da primeira dose da vacina contra hepatite B.

A hepatite C também é transmitida pelo contato com sangue, e leva à inflamação do fígado, mas raramente desperta sintomas. Muitas pessoas acabam descobrindo por causa das campanhas de conscientização. A transmissão de mãe para filho no parto é rara, ocorrendo em apenas 5% dos casos.

Em todos os casos, realizar os exames de rotina do pré-natal e tomar as vacinas indicadas é essencial para proteger mamãe e bebê.

Quais cuidados devo tomar?

Nesse texto, falamos dos cuidados com doenças que podem ser transmitidas de mamãe para filho. No entanto, o cuidado com elas não deve se limitar às gestantes ou a quem tem planos de engravidar no futuro. O cuidado serve a todos.

Procure sempre realizar acompanhamento médico regular e prevenção para esses tipos de doenças, seja ela por meio de atitudes que inibam a contração ou por vacinação.

E se você, futura mamãe, desconfia que possa ser portadora de alguma dessas doenças, não deixe sua visita ao médico para depois! Procurando um especialista o quanto antes, você poderá realizar os tratamentos adequados, avaliar suas opções e evitar sequelas para você e o bebê.

Acredite, dar o primeiro passo é essencial para uma vida saudável e bebês felizes e cheios de saúde!

 

5 principais dúvidas que surgem quando a mulher descobre que está grávida

O nascimento de um bebê é um dos momentos mais lindos que alguém pode presenciar. Mas do momento da concepção até o nascimento, há uma longa jornada a trilhar.

E não se preocupe: é bastante comum encontrar futuras mamães cheias de dúvidas na gravidez, principalmente quando estão no início da gestação.

Afinal, o misto de alegrias junto ao tornado de novas informações e conselhos vindos de todos os cantos fazem com que as gestantes comecem a se questionar.

Mas para te ajudar a encontrar um norte e começar a esclarecer suas dúvidas, montamos aqui um pequeno guia com as principais dúvidas que surgem durante a gestação!

Acompanhe e aproveite!

  1. Como deve ser a rotina de uma gestante?

Uma das principais dúvidas na gravidez está justamente atrelada à rotina. Tirando o caso da gravidez de risco, a gestante não precisa de altos graus de controle.

No entanto, é sabido que alguns hábitos devem melhorar e outros devem ser inseridos. Medicamentos sem prescrição médica, por exemplo, devem ser evitados ao máximo.

Da mesma forma, sua alimentação também deve ser avaliada. Se você costuma comer alimentos pobres em nutrientes, isso deve mudar imediatamente.

Se você não costuma ir ao médico regularmente, também é ideal que você comece a procurar especialistas com mais frequência, além de escolher um obstetra de sua confiança para que ele te acompanhe durante todo o pré-natal.

  1. Gestante pode fazer exercícios?

As futuras mamães, principalmente aquelas que amam academia, sempre têm essa dúvida na gravidez. E a resposta é: sim, atividades físicas estão liberadas normalmente.

No entanto, fica aqui a importante ressalva: as gestantes não devem fazer exercícios de alto impacto ou alta intensidade.

Uma das dicas é prestar atenção na respiração. Se você estiver ofegante, significa que está faltando oxigênio para ela e, consequentemente, para o bebê.

Se possível, procure fazer acompanhamento com um personal trainer especializado e busque orientações com seu médico.

  1. Fazer sexo magoa ou machuca o bebê?

Especialmente durante o segundo trimestre, algumas mulheres sentem maior desejo sexual, devido às alterações hormonais.

No entanto, as futuras mamães e futuros papais têm receio que a atividade possa machucar o bebê. Não à toa, é uma das principais dúvidas na gravidez!

Mas não se preocupe: se a sua gravidez corre de forma satisfatória, isto é, sem riscos, não há nenhum impedimento para que o casal continue fazendo sexo.

Caso precise de maiores esclarecimentos, não hesite em falar sobre o assunto com o médico que está acompanhando sua gravidez! Com certeza não é a primeira vez que ele ouvirá essa pergunta.

  1. Pode pintar o cabelo na gravidez?

Apesar de não ter bases sólidas o suficiente para impedir o uso de tinturas no cabelo durante a gestação, a maioria dos médicos recomendam, como medida preventiva, esperar até depois da 17ª semana de gravidez.

O impedimento inicial estava relacionado às substâncias presentes que são absorvidas pelo corpo e que, por consequência, podem acarretar malformações no bebê. Por isso a dúvida na gravidez sobre o uso é tão recorrente.

Uma forma de garantir a segurança no processo é utilizar produtos naturais, sem amônia e demais substâncias que deixam a pintura mais densa.

  1. Posso usar sapato de salto?

A maioria das mulheres ama um salto alto e, por isso, o uso dele levanta dúvidas na gravidez.

A boa notícia é, caso não haja desconforto, é possível usar salto de até 3 centímetros. Mais do que isso, aumenta-se a probabilidade de quedas devido ao equilíbrio do corpo.

Ao final da gestação, por exemplo, é recomendado o uso de sapatos baixos e confortáveis, que garantam não só a estabilidade como o nível de conforto.

As dúvidas na gravidez são muito comuns, e não há motivo algum para se sentir envergonhada ou achar que está lotando o médico com perguntas.

Todo mundo sabe que toda mãe se preocupa e quer sempre buscar o melhor para seu bebê. Por isso, esperamos que tenhamos ajudado a tirar algumas dúvidas mais comuns!

E lembre-se: sempre recomendamos que um médico seja consultado, especialmente para dúvidas mais específicas e também para acompanhar o crescimento do seu bebê!

Condições que podem provocar parto prematuro

É considerado parto prematuro todo nascimento de bebê antes da futura mamãe completar 37 semanas de gestação. E diversas são as causas responsáveis por acarretar um parto prematuro. Conheça, com o Centro Paulista de Parto Natural, as 6 principais condições que acabam provocando o nascimento precoce.

Stress psicológico

O stress é uma condição que traz reflexos para a saúde de diferentes formas – inclusive liberando hormônios que induzem as contrações – facilitando o parto prá-maturo.

Diabetes gestacional

Outra condição que pode levar a gestante a ter um parto prematuro é a diabetes gestacional que, por sua vez, pode ser causada pelo ganho de peso excessivo durante a gestação. No entanto, a diabetes gestacional é algo que pode ser facilmente controlada com a ajuda de um profissional médico.

Hipertensão

Fator que merece atenção total atenção durante a gravidez é a hipertensão – que causa diversos males durante a gravidez, além do parto prematuro. Grávida ou não, procure sempre monitorar e controlar sua pressão, tomando cuidado, principalmente, com a sua alimentação.

Desnutrição

A desnutrição é uma das principais causas que levam ao parto prematuro. A condição compromete diretamente a saúde do bebê e da mãe. Procure manter uma alimentação balanceada durante toda a gravidez, e fazer suplementação de vitaminas, se necessário. Em caso de dúvidas, converse com seu médico!

Tabagismo ou uso de drogas

O tabagismo e o uso de drogas são hábitos que não fazem bem para a saúde de qualquer pessoa, mas agrava-se exponencialmente quando falamos de uma mulher grávida. A recomendação é que o uso seja interrompido imediatamente, uma vez que as substâncias afetam diretamente o bebê, levando, entre outras coisas, ao parto prematuro.

Excesso de atividades físicas

Apesar das atividades físicas estarem diretamente ligadas à saúde, o excesso delas durante a gravidez pode gerar complicações, principalmente aquelas que são mais intensas e pesadas.

Evite o parto prematuro com orientações médicas

Por fim, vale ressaltar que, para diminuir o risco de um parto prematuro, é necessário que você siga alguns nortes, como alimentação saudável e abandono de vícios.

Mas o fator mais importante de todos é a realização do pré-natal. Com ele, seu médico passa a ter ideia de tudo que acontece com você e o bebê, e saberá o fazer para evitar o parto prematuro, entre outras complicações.

O acompanhamento médico é essencial para que você mantenha uma gravidez saudável e com menores chances de riscos. Caso você esteja planejando engravidar, procurar médicos com antecedência é uma ótima dica também!

Além do ginecologista, procure orientações com nutricionistas, faça um check-up completo e comece uma vida saudável desde já! Seu corpo e seu futuro bebê agradecem muito!

Mitos e Verdades sobre a gravidez

Felicidade é o sentimento predominante que a maioria das mulheres sentem quando engravidam; mas o amor, expectativa, insegurança e medo andam juntos nesse momento.

Ao longo do período de gestação, também ocorrem mudanças psicológicas, emocionais e enormes transformações físicas no corpo da mulher.

Com tanta coisa nova, é natural que todas busquem, nos profissionais da saúde, amigas, parentes e na internet, ajuda para entender melhor esse processo e se preparar para as mudanças.

Nessa busca por informação, muitas vezes não é possível distinguir alguns mitos de verdades. Por isso, o Dr. Antonio Julio Sales Barbosa, do Centro Paulista de Parto Natural, selecionou algumas das principais dúvidas, esclarecendo-as para dar mais segurança às futuras mamães. Confira!

É preciso evitar alguns alimentos durante a gravidez: VERDADE

Existem sim alimentos a serem evitados gravidez, principalmente para garantir o desenvolvimento saudável do bebê e manter o peso da gestante controlado, mantendo longe algumas doenças, como a diabetes gestacional. Em linhas gerais, médicos ginecologistas e obstetras aconselham evitar o consumo de alimentos crus ou de procedência duvidosa, pois podem transmitir bactérias nocivas que comprometem o desenvolvimento do bebê. Nessa lista de restrições você encontrará certos tipos de peixes, carnes cruas, ovos crus, queijos maduros, brotos, patês, frutas e vegetais não lavados, entre outros. Além disso, evitar alimentos processados e ultraprocessados, cheios de açúcares, sais e conservantes, também é interessante. Tome cuidado com a cafeína e refrigerantes também.

Barriga redonda significa que o bebê será menino, pontuda menina: MITO

A barriga da gestante cresce segundo sua anatomia e genética, sem relação com o sexo do bebê.

Sexo é proibido durante a gravidez: MITO

Sexo só é contraindicado durante a gestação caso a gestante apresente motivo de atenção, como sangramento vaginal ou placenta baixa, cobrindo o colo do útero. A prática sexual, nessas condições, poderá estimular a contração do útero, gerar mais sangramento e provocar parto prematuro. Caso contrário o sexo está liberado.

Azia é sinal de bebê cabeludo: MITO

O que define se o bebê será ou não cabeludo é a genética, e não a azia. O refluxo ácido estomacal é causado pela compressão do útero sobre o estômago e também pelas altas taxas de progesterona no corpo da mulher durante a gravidez.

Cerveja preta ajuda na produção de leite: MITO

Não há comprovação científica para isso, além de não ser recomendada a ingestão de álcool durante a gravidez.

Grávida não pode tomar antibiótico: MEIA VERDADE

Tudo o que a mamãe ingere é transferido para o bebê através da placenta; o mesmo acontecerá com qualquer medicamento utilizado durante a gestação. Caso a gestante precise, alguns antibióticos são considerados sem risco para o feto; outros são comprovadamente perigosos. Por isso, NUNCA se automedique: busque sempre a orientação médica antes de tomar qualquer medicação.

Grávida sente mais calor: VERDADE

A aceleração do metabolismo, causada pela gestação, faz a mulher sentir mais calor e sue mais que o habitual.

Grávida não deve fazer ginástica: MITO

Após avaliação médica, que deve descartar fatores de risco, a atividade física moderada e de baixo impacto é recomendada, como exemplo, caminhada, ioga, natação e hidroginástica. Se a mamãe já seja atleta, converse com o médico para avaliar a possibilidade de continuar praticando esportes de alto impacto.

Vontades não atendidas provocam manchas na pele do bebê: MITO

Acatar a vontade da grávida de comer algo estranho durante a madrugada, pode ser importante emocionalmente para a gestante, em uma demonstração de atenção e carinho, mas, nenhuma interferência causa nas características da pele ou feições do bebê.

Se sente mais aliviada com essas informações? Se quiser saber algo mais, sugira nas redes sociais do Centro Paulista de Parto Natural!

Sinais de gravidez

Para as tentantes, os sinais que possam identificar uma possível gravidez são muito importantes.

Mas quais são eles?

Os primeiros sintomas de gravidez começam a surgir a partir da quarta ou quinta semana de gestação – cerca de 15 dias depois da data marcada para vir a menstruação.

O primeiro e mais comuns dos sinais é, portanto, a própria ausência da menstruação ou seu atraso. Seguido dela, podem ser percebidas as náuseas, o aumento de sensibilidade nas mamas, aumento da frequência urinária e da fome.

Outros sintomas comuns, após a sexta semana, são: inchaço abdominal, constipação intestinal, azia, desconforto na região pélvica, alteração do humor, falta de ar e tontura.

Lembrando: ao identificar a gravidez, procure serviço médico para iniciar o pré-natal, e assim garantir saúde para mamãe e bebê!

Gestação tardia saudável: engravidando após os 35 anos de idade

Hoje em dia, tem se tornado cada vez mais comum as mulheres optarem por engravidar depois dos 35 anos de idade. Segundo pesquisa da Folha de São Paulo, com base nos dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos do Ministério da Saúde, o número de mulheres que tiveram filho entre 35 e 39 anos de idade aumentou 71% nos últimos 20 anos no Brasil.

É sabido, no entanto, que a idade tardia pode ser um fator de dificuldade no processo de concepção, gestação e parto, já que a ciência já identificou que os óvulos da mulher envelhecem também – é relatado que, a partir dos 30 anos, a taxa de fertilidade começa a cair.

Depois dos 35 anos, quando é considerado gestação tardia, esse processo tende a se intensificar ainda mais, trazendo outros fatores à equação, como a dificuldade para conceber, riscos de aborto e má formações. Mas isso não é uma regra: há diversos relatos e experiências de mulheres que conseguem ter uma gestação saudável após os 35 anos.

Se esse é seu caso e você deseja engravidar, o Centro Paulista de Parto Natural e o Dr. Antonio Julio de Sales Barbosa prepararam algumas dicas para que você conquiste uma gestação tardia saudável. Confira!

1) Acompanhamento pré-gestacional

Quando o desejo de engravidar surgir, o ideal é começar um acompanhamento com médico ginecologista; ele fará, com você, um planejamento de gravidez.

2) Exames

São muitos os fatores que devem ser acompanhados, como diabetes, hipertensão, colesterol, etc. Estar saudável é um fator impactante na fertilidade. Além disso, detectar algumas doenças, ou mesmo preveni-las, será importante para garantir uma gravidez e um bebê saudáveis.

3) Alimentação

Nesse preparo pré gravidez, é importante eliminar hábitos prejudiciais e implantar novas rotinas e estilo de vida. Que tal começar com a alimentação? Um acompanhamento com uma nutricionista é um caminho a mais para garantir uma gestação saudável.

4) Suplementações

O médico ginecologista responsável pelo acompanhamento pré gestacional também poderá sugerir suplementações, como de ácido fólico e vitaminas essenciais para uma boa concepção.

Gostou das nossas dicas para uma gestação tardia saudável?

Obviamente, nenhum material aqui substitui o acompanhamento médico. E se quiser traçar um plano para engravidar de maneira saudável após os 35 anos, entre em contato com o Centro Paulista de Parto Natural.

Uma história real de parto

Por Dr. Antonio Julio Sales Barbosa

Ginecologista e Obstetra, especialista em parto natural

 

A terça-feira, de 28 de maio, começou como um dia comum: muitos atendimentos na minha clínica, o Centro Paulista de Parto Natural, onde acompanho o pré-natal de diversas gestantes que desejam mais do que simplesmente dar a luz. Desejam ser protagonistas dos próprios partos.

E nada mais justo, não é mesmo? Afinal, seu corpo, seu parto e como aquele serzinho que ela gera dentro de si própria vem ao mundo são aspectos que devem estar sob o controle dela.

Nunca esperaria eu que, naquele mesmo dia, seria colocado diante de mais uma situação extremamente inusitada e emocionante das que já vivi em meus 35 de carreira.

Estava eu atendendo a última cliente do dia quando o interfone tocou e fui avisado que uma de minhas pacientes estava em trabalho de parto em um carro de aplicativo. Ele me aguardava na garagem do condomínio que abriga minha clínica. “Mas que coisa”, pensei eu. Afinal, nenhuma das minhas pacientes estava com data prevista para parto para aqueles dias. E nenhuma delas havia feito contato prévio comigo, como de costume. “Estranho”, me pareceu.

Terminei a consulta na qual me encontrava e me dirigi à garagem. E foi aí que o show de desencontros começou.

Antes de tudo, aquela não era uma de minhas pacientes, e, minha nossa, o bebê dela já estava coroando! Tentei descobrir quem era a futura mamãe e percebi que ela não era brasileira. “Chilena”, consigo a informação de uma de suas duas amigas, que a acompanhavam (também estrangeiras, uma colombiana e uma peruana, se não me falha a memória).

– “Fez o pré-natal? O bebê está a termo?”

– “Sim”, me responde ela, mencionando ter sido atendida na UBS República, enquanto ouço os batimentos do bebê. Tudo parece ok.

Logo descubro que ela está há 4 meses com o marido em São Paulo, que já andou por alguns Estados do Nordeste e que agora vive em um prédio de ocupação, junto a outros estrangeiros e artistas de rua, no Centro. Sua intenção, me contou ela, era ter o bebê da maneira mais natural possível. Não queria nenhuma intervenção, e para isso, havia escolhido uma conhecida casa de parto em Santo Amaro para ter seu bebê.

– “Mas como, então, chegou até aqui?”, questiono. E para isso, o motorista do carro de aplicativo, onde ela ainda estava deitava, me responde.

– “Ela queria ir para a casa de parto, doutor, mas do jeito que estava eu vi que não ia dar tempo para chegar na zona sul. Ela olhou na internet e achou o senhor, Centro Paulista de Parto Natural, então viemos pra cá, bem mais perto”, disse-me ele.

Só tem um problema. O Centro Paulista de Parto Natural é uma clínica de acompanhamento durante a gestação. Na nossa unidade, realizamos as consultas do pré-natal. Não somos uma casa de parto.

Explico isso a ela, enquanto ouço as sirenes da ambulância do SAMU se aproximando. A parturiente se agita. “Não quero ir para um hospital, por favor, não me levem para hospital!”

Ela havia idealizado seu parto. Seria natural. Sem intervenções. Numa casa de parto. Havia sonhado com isso durante meses.

Mas ela estava no banco traseiro de um carro de aplicativo. No estacionamento da minha clínica. Se apoiando em sua amiga.

Quando o SAMU chegou, precisamos tomar a decisão: faríamos o parto ali ou a transportaríamos para o hospital mais próximo? E por mais que estejamos acostumados a finais que não respeitem o protagonismo da mulher, esse não foi o caso. Os enfermeiros da ambulância deixaram-na decidir o que ela queria fazer, sendo solícitos o tempo inteiro. E ela queria ter seu filho ali. Ela exerceria seu direito.

Eu? Concordei. Avaliei os riscos, vi que seria possível e fiquei feliz por poder auxiliá-la e garantir o mínimo de segurança a ela e ao seu bebê, que agora já pedia para nascer.

Escuto de novo os batimentos. Tudo ok.

– “Respire e siga os instintos do seu corpo!”, peço.

Em poucos minutos, ela dá a luz a um menino, sadio, perfeito, na traseira do carro.

Coloco o bebê no seio da mãe, para o contato pele a pele e aquecimento do mesmo como se preconiza logo após o nascimento. Não corto o cordão. Deixo os dois permanecerem unidos.

E é dessa forma que ela é colocada na ambulância e levada ao hospital, para uma avaliação pós parto e para o bebê ser examinado. A ambulância parte.

Fico na garagem parado, de luvas e avental. Olho para minha mulher, que assistiu a tudo, pois já me aguardava para irmos para casa, e não me contenho em pensar: mas que belo dia para participar de um pequeno milagre!

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Essa foi uma história real vivida pelo Dr. Antonio Julio Sales Barbosa, em 28 de maio de 2019. No dia seguinte, o doutor encontrou paciente e bebê no hospital, e aproveitou para registrar os momentos e o final feliz.

 

 

Parto natural na água

Uma das coisas mais bonitas já descobertas até os dias de hoje é o parto natural na água, onde o ambiente é adaptado para a chegada do bebê e ele nasce confortavelmente, como se estivesse ainda no útero materno. São inúmeras as vantagens deste tipo de parto, tanto para a mamãe quanto para o bebê.

Vantagens do parto natural na água

Além da mamãe sentir menos dor, o bebê terá seu primeiro contato no mundo em um meio aquático e aquecido, como esteve acostumado nos seus 9 meses na barriga da mamãe.

E não se preocupe! Após o nascimento, o bebê ainda consegue oxigenar por cerca de 20 segundos através do cordão umbilical. Após esse tempo, o pulmão já está pronto para receber ar e começar a trabalhar.

Nas mamães, o parto na água causa diminuição da pressão arterial e relaxamento da musculatura, fazendo com que a dor não seja sentida da mesma forma como em um parto normal.

A mulher pode ter um aumento da circulação sanguínea, fazendo com que o processo do parto na água ocorra de uma forma muito mais rápida.

Onde realizar parto natural na água

Hoje, alguns hospitais que já estão adaptados para realizar o parto natural na água. Há, inclusive, médicos e enfermeiros obstetras especializados neste tipo de parto.

Vale lembrar que a gestante deve gozar de boa saúde para a realização do parto natural na água, assim como ter realizado o pré-natal completo. Seu médico obstetra poderá orientá-la e esclarecer todas as suas dúvidas.

Antes de começar a planejar seu parto na água, consulte o seu médico! E se você estiver apta a realizá-lo, certamente passará por uma experiência inesquecível!

As principais complicações na gravidez e como ficar de olho

A gestação muda a mulher; acontecem alterações hormonais, mudanças de humor, o corpo passa a funcionar de uma maneira toda nova, e algumas complicações na gravidez podem surgir.

Muito se ouve falar sobre os cuidados que as futuras mamães devem manter durante a gravidez, e de fato, alguns deles merecem um olhar mais apurado. Para te ajudar a identificar pontos de atenção, confira essa seleção que o Centro Paulista de Parto Natural elaborou com as principais complicações na gravidez e como identificá-las!

Aborto espontâneo

Esse é um assunto extremamente delicado de se falar, especialmente para futuras mamães, mas o conhecimento sobre ele é muito importante.

O aborto espontâneo acontece antes da 20ª semana de gestação, e pode ter diversos motivos, desde a má formação do feto até mesmo uma incompatibilidade com a mamãe, ou trombofilia. No entanto, é muito difícil descobrir as causas reais de um aborto espontâneo.

Alguns sintomas são sangramento vaginal, contrações uterinas, dores lombares e cólicas, entre outros.

Hiperemese gravídica

Hiperemese gravídica é um tipo frequente de aumento das náuseas e vômitos durante a gestação, que acontece devido às alterações hormonais.

Não há exatamente um tratamento para ela, mas uma dieta balanceada e saudável pode amenizar os seus sintomas.

Na maioria das vezes, os sintomas melhoram por volta das 12 semanas de gestação. No entanto, se os vômitos forem muito frequentes, afetando a sua saúde, ou não passarem após o terceiro mês, o seu médico poderá auxiliá-la com tratamentos alternativos.

Pré-eclâmpsia

Essa complicação ocorre entre 3 a 8% de todas as gestações. Trata-se de uma elevação da pressão arterial da mulher, que acontece geralmente após a 20ª semana de gestação.

Ainda não existem causas definidas que expliquem a pré-eclâmpsia, porém, ela pode ser identificada por alguns sintomas, como urinar em excesso, falta de ar, inchaço nos pés e aumento da pressão arterial – na dúvida, procure imediatamente seu médico.

Diminuição do líquido amniótico

O líquido amniótico trabalha para proteger o bebê; sua diminuição pode significar alteração na saúde do bebê e da mamãe.

Essa complicação na gravidez não possui sintomas específicos, porém, é possível identificá-la através de uma ultrassonografia. Um pré-natal adequado e suas consultas regulares com seu obstetra são essenciais na identificação desse problema.

O tratamento é realizado de acordo com o grau da diminuição do líquido e a orientação de cada médico, porém, em geral, recomenda-se que haja um repouso maior e que se beba muita água.

Restrição de crescimento fetal 

A restrição de crescimento fetal ou restrição de crescimento intrauterino faz com que o feto apresente um tamanho menor do que o esperado.

Suas causas podem ser diversas, desde uma infecção viral durante a gravidez, alteração de cromossomo e desnutrição materna até consumo de drogas durante a gravidez.

O diagnóstico para a restrição de crescimento fetal é feito com o auxílio de exames de rotina. Seu tratamento é realizado de acordo com cada causa, porém, repouso absoluto e reeducação alimentar são bastante indicados.

Descolamento parcial de placenta

Um descolamento parcial de placenta pode ser descoberto por meio de exames de ultrassom.

Um grande sintoma que pode indica-lo é o sangramento vaginal. A avaliação médica é essencial nesses casos, e consultas de rotina e exames completos farão a diferença na descoberta de um possível descolamento.

O tratamento mais comum é o repouso absoluto, que algumas vezes poderá ser feito em casa e outras no hospital, com acompanhamento médico.

Diabetes gestacional 

A diabetes durante a gestação acontece com muita frequência. Trata-se de uma reação causada pelos hormônios da gravidez, que levam o organismo a resistir à insulina.

Essa diabetes costuma surgir após a 24ª semana de gestação, e pode durar até o parto.

Os únicos tratamentos para a diabetes gestacional são manter uma alimentação saudável e alguns remédios para hipoglicemia (somente prescritos pelo seu médico!), que auxiliam no controle do nível de açúcar no sangue.

Agora que você já sabe que existe este tipo de complicação, o ideal é consultar um médico para que ele te dê as melhores indicações sobre como prevenir ou tratá-la, de acordo com o que apresentam os seus exames.

Na gravidez, é importante informar-se, assim, fica mais fácil avaliar quando é necessário agir. No entanto, é importante levar a gravidez com tranquilidade e segurança; para isso, escolha um bom obstetra, que você confie, para te guiar por todas as suas dúvidas!

3 meses de gravidez: é hora do exame da Translucência Nucal

Que toda grávida deve realizar uma série de exames periodicamente, já estamos cientes. Eles são fundamentais para garantir que todo o processo da gravidez e do parto seja um sucesso!

E conforme os avanços na tecnologia e na medicina vão ocorrendo, mais apurados são os resultados e mais específicos ficam os tratamentos e cuidados.

Realizar exames de rotina é um passo essencial para acompanhar o desenvolvimento do bebê, checar sua saúde e ficar totalmente a par do seu crescimento.

Por isso, hoje falaremos sobre o exame da Translucência Nucal, que é muito conhecido, na verdade, como o “exame da Síndrome de Down”.

O nome acaba sendo mais popular, pois a Síndrome de Down é uma alteração genética mais conhecida, mas a verdade é que a Translucência Nucal vai muito além.

O que o exame da Translucência Nucal verifica?

Além da Síndrome de Down, o exame visa mostrar também se o bebê pode ter a Síndrome de Edwards ou Síndrome de Patau, que em geral apresentam problemas cardíacos, entre outras más formações.

Para auxiliar o médico no diagnóstico e deixar o exame mais apurado, às vezes são necessários outros exames complementares, como coleta de sangue ou a ultrassonografia transvaginal, por exemplo.

Como o exame é feito?

O exame da Translucência Nucal é feito a partir da medição da nuca do bebê, que acontece com a ajuda de uma ultrassonografia.

A nuca do bebê é medida, pois quando o feto apresenta alguma alteração cromossômica, ele tende a reter líquido nesta parte do corpo, aumentando, assim, a sua espessura.

Quando o exame da Translucência Nucal deve ser feito?

O exame da Síndrome de Down pode ser feito já a partir do terceiro mês de gestação (entre 11 e 13 semanas), não deixando ultrapassar muito tempo depois disso.

O motivo é que neste momento que existe a maior taxa de acerto do resultado, que gira em torno dos 90% e 95% de certeza. Conforme o tempo passa, a taxa diminui.

Outra justificativa é que, depois das 13 semanas, o bebê começa a ficar em uma posição mais vertical, o que atrapalha o exame devido à dificuldade de visibilidade da área.

Quais são os benefícios em realizar o Exame da Síndrome de Down?

Como falamos anteriormente, o exame da Translucência Nucal verifica a presença de outras 2 síndromes e problemas cardíacos no bebê.

O diagnóstico precoce possibilita aos pais ou responsáveis a melhor preparação a respeito do crescimento e desenvolvimento da criança.

Outro benefício do exame da Translucência Nucal é a possibilidade de mensurar com precisão o tempo de gestação e acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê.

Fazer exames de rotina e acompanhamento é essencial para manter uma gravidez saudável e sem complicações, mas entendemos que o resultado pode causar tensão!

O que esperar do resultado?

Para ser considerado dentro dos padrões, a medida deve ser menor que 2,5 milímetros. Maior do que isto, existe grandes chances do bebê apresentar alguma alteração.

O que fazer se o bebê apresentar medidas maiores?

É possível que seu obstetra peça para repetir o exame ou realizar outros que complementam o resultado.

Mas, antes de tudo, é importante que os pais procurem ficar tranquilos e buscar sempre a orientação médica! Somente ela poderá esclarecer melhor as dúvidas e dar mais informações.

Além disso, com o diagnóstico precoce, os pais podem se preparar e oferecer ao bebê condições de vida muito melhores! Não se preocupe, tudo sempre dá certo!

Se este artigo foi útil para você, deixe um comentário para a gente! Assim saberemos que acertamos e continuaremos a produzir conteúdos que realmente agreguem conhecimentos importantes para você!

5 dúvidas sobre Parto Natural

Chegando a hora do beber nascer, é normal surgir algumas dúvidas sobre Parto Natural na cabeça da futura mamãe. O Centro Paulista de Parto Natural separou as 5 principais dúvidas sobre o Parto Natural e o Dr. Antonio Júlio Sales Barbosa, obstetra e ginecologista, as respondeu para vocês. Confira!

Uma das minhas dúvidas sobre parto natural é se posso ficar na posição que eu quiser durante trabalho de parto. É possível?

Dr. Antônio Júlio: Um dos principais benefícios do parto natural é o protagonismo da mamãe. Isso é: ela pode e deve escolher a posição quer se sentir melhor, que a ajude a ficar mais tranquila e sentir menos dor.

Vou precisar fazer episiotomia se eu optar por Parto Natural?

Dr Antonio Júlio: A episiotomia é um corte feito no períneo para ampliar o canal de parto e facilitar a passagem do bebê. Seu uso de rotina está em desuso, pois sabe-se que, na grande maioria das vezes, não há vantagens na sua realização. De maneira nenhuma ela é uma prerrogativa do Parto Natural. Ela é um procedimento médico que deve ser utilizado somente (e friso muito essa palavra) com a avaliação criteriosa do médico assistente. Há respaldo para sua utilização em poucas situações, como quando houver risco grave de lacerações vaginais ou o bebê estiver em uma posição difícil para sua saída ou for muito grande.

Tenho pressão alta. Posso ter Parto Normal?

Dr. Antônio Júlio: Muitas vezes, em quadros de pré eclâmpsia ou eclampsia, o nascimento do bebê precisa ser antecipado, e talvez não seja possível o Parto Natural. No entanto, para a maioria das mamães com quadros de hipertensão leve ou moderada sob controle, ainda é possível a realização do Parto Natural.

Meu bebê está com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Posso optar pelo Parto Natural?

Dr. Antônio Júlio: A maioria das circulares de cordão não influenciam no bom andamento do Parto Natural. Em casos mais raros, se o cordão for curto ou estiver muito ajusto no pescoço, a descida do bebê pode ser dificultada e ele pode ter comprometimento de circulação sanguínea e batimentos cardíacos – facilmente identificados pela Cardiotocografia (exame realizado durante o trabalho de parto). Nesses casos, a possibilidade de um Parto Natural pode ser comprometida.

E se meu bebê passar da hora enquanto eu estiver esperando por um Parto Natural?

Dr. Antônio Júlio: Para que isso não ocorra, é essencial um bom acompanhamento de pré-natal. No final da gravidez, não perca as consultas regulares com seu médico e realize todos os exames que ele solicitar. Com o acompanhamento correto, seu Parto Natural com certeza será bem sucedido.

Pretende dar a luz por Parto Natural? Acompanhe as redes sociais do Centro Paulista de Parto Natural! Lá você encontra informações sobre o estilo de parto e a gravidez em geral, além de poder ficar em contato com outras mamães, como você!

Cuidados na quarentena

A quarentena, também conhecida como “resguardo”, é o período de 30 a 40 dias logo após o nascimento do bebê. É uma época de recuperação, onde o corpo da mulher tende a reverter todas as alterações pelas quais passou durante a gravidez e parto – mas ele não impede que a nova mamãe cuide e dê toda a atenção que seu recém-nascido precisa.

Conheça, com o Centro Paulista de Parto Natural, os principais cuidados no período da quarentena!

Principais cuidados na quarentena

Abstinência Sexual

É importante que a mulher que acabou de dar a luz mantenha abstinência sexual no período da quarenta, isso para não comprometer a saúde e a recuperação da mulher. Um dos alertas é para o discreto aumento da probabilidade de adquirir quadros infecciosos vaginais, pelo fato do colo do útero ainda estar entreaberto.

Atividades Físicas

A recomendação geral é que a mulher não pratique atividades físicas por ao menos 40 dias, e, quando reiniciar, o faça de maneira progressiva, pois o esforço pode prejudicar a recuperação. Qualquer exceção deve ser acordada com seu médico de confiança.

Levantar Pesos

Deve ser evitado no período da quarentena. Se precisar pegar o filho mais velho no colo, deve ser feito somente sentada, transferindo assim o peso dele para os braços, e não no abdome.

Alimentação

A alimentação nesse período deve ser a mais equilibrada possível, dando preferência às proteínas, verduras, legumes e grãos, reduzindo a ingestão de doces e sem pular as refeições. Ingerir, em média, de 2 a 3 litros de água por dia, favorecendo a digestão, o bom funcionamento intestinal e, principalmente, a produção de leite.

Por via de regra, não há contraindicações em se fazer depilação, subir escadas ou lavar os cabelos. Se sentir qualquer desconforto, converse com seu médico.

Licença maternidade – o que você precisa saber

Sobre licença maternidade, a lei é clara: “é direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros, a licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias”, diz o artigo 7º, inciso XVIII, da Lei Maior.

Muitas são as mudanças que acontecem com as mulheres durante a gestação, e que precisam de cuidado. Mas logo depois do nascimento, uma nova realidade é imposta à mamãe e ao bebê, que precisam de tempo para se ajustar e adaptar, além dos cuidados básicos que o momento pós parto e de início de vida requerem.

Para isso, a legislação prevê o período chamado de licença maternidade, que inicialmente é de 4 meses; no entanto, empresas públicas e privadas que aderirem ao Programa Empresa Cidadã podem estender esse prazo para 180 dias. Além disso, a mulher pode negociar com seu empregador tirar seu período de férias junto à licença, aumentando sua estadia com o bebê.

Esse tempo de licença maternidade com o bebê é essencial para garantir a amamentação adequada nesse período essencial, já que o aleitamento materno é a melhor fonte de nutrientes para o recém-nascido, garantindo que ele receba anticorpos suficientes para uma boa saúde.

Licença paternidade

No Brasil, o período ainda é curto, mas os papais também têm direito a licença paternidade. De acordo com a Constituição Federal do Brasil, de 1988, 5 dias corridos, que começam a contar a partir da data de nascimento do bebê, é o tempo por direito concedido aos novos pais. Em 2016, as empresas do Programa Empresa Cidadã passaram a conceder 20 dias de licença paternidade.

Alterações hormonais na gestação

Na gestação, é muito comum ouvirmos a expressão “nossa, mas ela está com os hormônios à flor da pele”. É choro, risada, mau humor, bom humor, tudo ao a mesmo tempo. Todo mundo percebe alguma mudança, mas você sabe o que realmente acontece?

Eles, os hormônios

É oficial: os hormônios realmente oscilam durante a gestação e geram algumas profundas mudanças – na cabeça e no corpo. Isso acontece pois ocorre uma descarga de hormônios no corpo da mulher. O estrogênio, por exemplo, que é responsável por preparar o corpo da mulher para o aumento de circulação sanguínea, além de dilatar as glândulas mamárias, pode aumentar 30 vezes.

Ainda há o beta hCG, a progesterona (responsável por manter a gravidez, mas que causa enjoos, alterações no sono e mudanças de humor) e a prolactina, para a produção de leite, entre outros.

A ação de todos esses hormônios provoca também alterações metabólicas, muitas vezes com o objetivo de suprir as necessidades nutricionais do bebê. Tamanha descarga causa alterações emocionais – que podem ser auxiliadas no pré-natal, por meio de medicações fitoterápicas, indicadas pelo obstetra.

São imensas as mudanças no corpo da mulher durante a gestação, e a melhor alternativa para lidar com elas é a compreensão. Entenda que essa é uma fase, que o corpo se ajusta e que tudo é necessário para o bem estar da nova vida que surge. Com a compreensão e cuidado da família e da própria gestante, a importância às oscilações fica menor e o foco permanece no que realmente importa: a boa formação do novo bebê.

Alimentação saudável na gravidez

A alimentação é um dos aspectos fundamentais para a gestação saudável. Além de nutrir mamãe e bebê, a boa alimentação durante a gravidez é essencial para afastar algumas doenças, como a anemia e a diabetes gestacional, além de contribuir para o ganho de peso adequado para o período.

Portanto, confira algumas dicas do CPPN de para garantir uma boa nutrição durante a gravidez!

  1. Procure alimentar-se a cada três horas. Isso evita hipoglicemia e afasta a fome, que pode fazer a mulher cair em tentação e comer de forma desregrada.
  2. Especialistas recomendam que a alimentação seja bastante variada e colorida – quanto mais cor, mais nutrientes diferentes.
  3. Opte por alimentos integrais.
  4. Beba, ao menos, 2 litros de água por dia.
  5. Evite excesso de açúcar – isso não faz bem nem para a mamãe e nem para o bebê.
  6. Consuma alimentos ricos em ferro, como carnes vermelhas, fígado, ovos, feijão e verduras escuras (como espinafre).
  7. Como as futuras mamães não podem tomar muitos remédios, fortaleça a imunidade consumindo a vitamina C encontrada em frutas como como kiwi, laranja, morango e abacaxi.

Lembre-se: não se esqueça de fazer a suplementação vitamínica indicada pelo seu obstetra.

Direito ao acompanhante

Você sabia que existe uma lei que prevê o direito da mamãe receber um acompanhante durante o parto?

A Lei 11.108, intitulada Lei do Acompanhante, em vigor desde 2005, prevê que os hospitais e maternidades permitam a presença de um acompanhante presente durante o trabalho de parto, no parto e pós-parto em todos os hospitais brasileiros, sejam eles particulares ou públicos.

É importante lembrar que o acompanhante pode ser qualquer pessoa indicada pela gestante – o papai do bebê, a mãe, uma amiga, uma doula -, e não importa o sexo ou se há grau de parentesco.

Exames do pré natal

Quais os principais exames do pré-natal?

O pré-natal é importantíssimo em toda gravidez, seja ela tendo sido planejada ou não. Ele corresponde ao acompanhamento médico que visa garantir a integridade da mamãe e do bebê durante todo o período de gestação.

Nesta fase, são realizados diversos exames laboratoriais para acompanhar a evolução da gravidez, identificar e tratar doenças, e deve ser iniciado assim que a gravidez for confirmada – para isso, escolha um médico obstetra de sua confiança. No Centro Paulista de Parto Natural, somos especializados em obstetrícia e ginecologia, e temos ênfase no acolhimento a gestantes que desejam vivenciar um processo de gravidez que culmine no parto natural.

Os principais exames feitos durante o pré-natal se dividem basicamente em duas categorias: exames de sangue e de imagem. Confira os mais comuns:

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